*Atentem para os olhinhos da freira, atrás da pilastra observando ...*
Em silêncio, contemplando o carinho e o trabalho das irmãs ( somente 3 para 59 meninas),
uma mão enrugada se coloca sobre seu ombro: "está quente hoje, não é mocinha?"
-Já esteve mais quente irmã !
Ela carregava no peito, um crucifixo grande e pesado.
Mesmo com tantas adversidades, seu semblante é sereno transborda compaixão.
Não conversaram durante muito tempo, mas aqueles minutos pareceram eternos. A irmã olhava nos olhos dela, e sabia exatamente o que perguntar. No final já eram íntimas e sabia de suas dúvidas e vivencias ...
Também pudera! uma mulher com a alma e coração que não cabem dentro de si, e que experimentara o amor materno por incontáveis meninas, não poderia ser diferente.
Compartilhara também experiências suas durante sua vida, desde a infância.
Despediu-se da freira com caloroso abraço ( daqueles que se dá em mãe, em momentos de partilha ) e perguntou:
- Irmã! O teu nome ?
"Maria Luisa"
Uma lágrima teimosa correu pelo seu rosto, e sorrindo respondeu:
- a minha bisa também se chamava assim, irmã. E se for da vontade de Deus, assim se chamará minha caçula !
A freira segurou sua mão, retribuiu o sorriso, e seguiu nos seus afazeres .
Com determinação e amor de quem se dedica à missão ...
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